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José Cruz Baptista Santos, jornalista, funcionário público, Poeta e escritor , nasceu a 23 de Novembro de 1887 no Funchal, filho de Francisco Baptista Ferreira Santos e de Helena Amélia Baptista Santos. Casou com Rosa Emiliana Jasmins Pereira Baptista Santos, de quem teve quatro filhos. Baptista Santos foi um dos fundadores, em 1907, do jornal académico " Primeiro de Dezembro" e em 1910 torna-se colaborador do "Diário de Notícias" do Funchal, redactor dos jornais " O Povo" e " Diário da Madeira", tendo ocupado o cargo de chefe de redacção deste último órgão de imprensa, função que desempenhou até Dezembro de 1939. Foi condecorado com o grau de oficial da Instrução Pública de França, sócio do Instituto de Coimbra, sócio da Associação de Jornalistas de Homens de Letras do Porto e exerceu funções de delegado da Associação Brasileira da Imprensa.. Como funcionário público exerceu os cargos de oficial da Secretaria da Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal, em 1919, e o cargo de bibliotecário interino da Câmara Municipal do Funchal. Como poeta publicou diversas obras entre as quais merecem destaque os livros de versos. Em 1906, com apenas 19 anos de idade, publica "Horas de Inspiração", em 1913 "Rosas e Jasmins"; em 1923 "Rosas de Abril" e finalmente em 1961 é publicada a obra póstuma "Murmúrios da Azenha". A Ligação à freguesia do Caniço, mais concretamente ao sítio da Azenha, é intensa. Neste sítio possuía a sua Vivenda da Azenha. Foi nesta vivenda que " ele mais se entregou às musas e dedilhou a lira, sendo ali criadas a maior parte das composições agora reunidas, mas também para perpetuar o profundo amor que dedicava àquela sua pequena casa de verão, onde se sentia extraordinariamente feliz, entre as olorosas acácias, « nove mil metros longe dos acácios da buliçosa cidade!»*" Com efeito, Baptista Santos, transpôs para os seus versos um pouco das tradições , da cultura canicense, da paisagem, dos aromas, da vegetação e da terra que tanto amava. ( Ver poema O amor e o ciúme ) Murmúrios da Azenha é um livro que tem um significado especial, " é como que um documentário evocativo da vida sentimental e espiritual do Autor, no longo período que vai de 1923 a 1959, através do qual se podem reviver, na linguagem simples que é apanágio de toda a sua obra, as emoções, as horas de alegria e de tristeza, de euforia e de desânimo, de ardor patriótico e de suave e terna religiosidade, que impressionaram a sua sensibilidade e fizeram vibrar a sua alma de Poeta.*" Baptista Santos faleceu repentinamente a 30 de Maio de 1959, "(...) num luminoso Domingo de Páscoa, após um dia agradabilíssimo passado em família na sua «Vivenda da Azenha»(...)*"
Webmaster - Rui Gonçalves * Emidio Baptista Santos, Funchal, Outubro de 1961 prólogo de Murmúrios da Azenha
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