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Hoje, 26 de Março de 2002, assisti a um encontro de jovens... Não jogaram ao balamento (jogo tradicional desta época, a Quaresma), mas arrastaram mesas, cadeiras; colocaram focos, microfones e, por fim, penduraram uma enorme cortina vermelha... Não, não criaram o cenário para uma peça de teatro, mas para um concurso... De repente, no meio daquela azáfama, soaram quinze badaladas no relógio da igreja e o rapaz mais alto, o neto do senhor Jaquim do Galatrixa, muito trepidante, gritou:
Ao som da Cantiga da Minha Terra, um inédito do nosso Grupo Musical e Cultural dos Reis Magos, a cortina subiu e o concurso começou... Entre muitos temas, a Biblioteca do Caniço veio à tona... Neste, uns (concorrentes) hesitaram, outros, perplexos, disseram «não sei», «não conheço»... Na realidade, não são apenas estes jovens que ignoram a sua existência, mas a maioria dos residentes... Há precisamente quatro meses, no dia 24 de Novembro de 2001, o Presidente do Governo Regional, Dr. Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim, inaugurou-a e teceu um vaticínio: «[...]será um local de aprendizagem, em que se compreenda o passado e se aprenda a ganhar o futuro, para que a Madeira Velha nunca mais volte a esta terra» (JM, 25/11/2001). Para que isto aconteça, é necessário frequentá-la... Neste local, diariamente, a bibliotecária Cristina Fernandes encaminha, amavelmente, os visitantes nas actividades:
Ainda não a visitou?!... Vá lá... Siga as coordenadas:
Imagem: JM (25/11/2001).
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