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As Defesas do Caniço wpe9.jpg (31980 bytes)

 

    Com o início do povoamento introduziram-se na Ilha, em meados do século XV, duas culturas fulcrais para o desenvolvimento da Madeira - a cultura da cana de açúcar e a cultura da vinha, as quais  projectaram o arquipélago no panorama europeu e internacional, quer pela qualidade da produção, quer pela quantidade exportada.

   Com o desenvolvimento das pequenas povoações na Ilha e os  sucessivos conflitos bélicos em que  o país se ia envolvendo, cedo foi sentida a necessidade de fortificar determinadas zonas costeiras para combater a ameaça dos corsários das mais diversas nacionalidades, os quais atacavam e saqueavam a costa e os barcos de mercadores ingleses e portugueses carregados de vinho e do tão apreciado ouro branco (açúcar).

   A implementação e reforço de um importante sistema defensivo da Madeira  deve-se, no início do século XVIII,  à acção do Governador da Ilha da Madeira - Duarte Sodré Pereira, um influente fidalgo e mercador, responsável  pela assinatura de inúmeros tratados comerciais com a Inglaterra.

   Com efeito, o fidaldo Duarte Pereira foi responsável pela  edificação de inúmeros fortes na costa sul da Ilha, nomeadamente o Forte de São Bento na Ribeira Brava,  de São João Baptista no Porto Moniz (1705), o Forte do Porto da Cruz, os Forte de Nossa Senhora do Amparo (1706) e de São João Baptista ( 1707) ambos situados em Machico, o Forte de Nossa Senhora da Graça em Santa Cruz (1707), o Forte da Atalaia de São Sebastião (início do Século XVIII) e o Forte dos Reis Magos (finais do Sec XVIII), ambos no Caniço, entre outros.    

   Forte da Atalaia de São Sebastião

   O Forte da Atalaia de São sebastião situa-se junto à ribeira da Madre de Deus numa arriba sobranceira à praia do Portinho. Encontra-se hoje em dia em adiantado estado de ruína, pese os trabalhos de recuperação efectuados nos séculos XIX e XX.

   Esta pequena fortificação, tal como a maioria das fortificações edificadas na ilha, apresenta uma planta de forma pentagonal, possui  4 quartos - Casa da Guarda, Paiol, Casa do Condestável e Cozinha, uma esplanada virada ao mar com capacidade para quatro bocas de fogo. Não se sabe ao certo se as quatro bocas de fogo teriam sido utilizadas, apenas sabemos que em 1724 tinha duas peças de artilharia de ferro montadas, com o calibre de 3 libras cada uma.

 

O Forte dos Reis Magos

 

   Esta pequena fortificação, propriedade particular, situada à frente do Solar dos Reis Magos e  sobranceira à praia dos Reis Magos, foi edificada em finais do Século XVIII.

    Tal como o Forte da Atalaia possui uma planta em forma pentagonal, com dois lados virados ao mar e uma construção habitacional colocada a poente. Possui 3 quartos Casa do condestável, Casa do Guarda e Paiol e uma pequena esplanada que apenas dava para colocar uma boca de fogo.

    No início do século XX, logo após a Primeira Guerra Mundial, foi instalado no forte um posto da guarda fiscal.

   Em 1983 a fortificação foi alvo de obras visando transforma-la numa residência de férias, situação que não se veio a concretizar totalmente devido à intervenção dos autarcas. Das famigeradas obras restou uma placa em   betão a servir de cobertura à fortificação.

 

Webmaster:  Rui Gonçalves

 

 

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