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Os banhistas que habitualmente frequentam a Praia dos Reis Magos, no Caniço, denunciaram, ao DIÁRIO, o facto de estarem a ser afectados com descargas periódicas de águas residuais para o mar, por parte da ETAR que está implantada mesmo junto a este espaço balnear. O problema tem alegadamente vindo a ocorrer com alguma frequência, com consequentes efeitos na poluição das águas e maus odores, mesmo em plena luz do dia e perante os olhares atónitos dos banhistas. O DIÁRIO esteve na Praia dos Reis Magos e pôde confirmar, junto de outros banhistas, que as descargas poluentes têm acontecido com alguma frequência, em diversos momentos do dia. Quanto às razões, as opiniões dividem-se. Uns explicam que a ETAR é afectada por avarias que estão na base dessas descargas poluentes para a praia. Outros, habituados a este panorama, argumentam: «Isso acontece sobretudo nos dias de chuva. As águas pluviais estão naturalmente ligadas aos esgotos e a ETAR já não tem capacidade para dar resposta aos esgotos do Caniço, cuja população cresceu exponencialmente. Aliás, a Câmara Municipal de Santa Cruz tem consciência disso, mas não encontra soluções para resolver o problema». Contactado, na Praia, um dos elementos do SANAS, foi-nos confirmado o problema. As descargas para o mar são frequentes, acontecem a qualquer hora do dia, e obrigam, por vezes, a interditar o acesso a parte da Praia. Apesar dos alertas, o SANAS constata que o problema continua. Da parte das entidades competentes, o silêncio é total. A empresa que gere a ETAR(EcoAtlântico), pela voz do eng. Roberto Jesus, remete para a «sua cliente, a Câmara de Santa Cruz, as informações». Contactado o vereador do Ambiente e Salubridade, Guilherme Teixeira, este continua incontactável, estando de férias a chefe de serviços Carla Reynolds. O próprio presidente da Câmara, Savino Correia, confessou não estar a par do assunto e remeteu os esclarecimentos para o vereador do pelouro. POÇO CONTINUA A GERAR REVOLTA Além dos esgotos correrem, em certos dias, para a Praia dos Reis Magos, os banhistas continuam a expressar a sua indignação pelo polémico «poço» que foi construído, no ano transacto, naquela zona balnear. Apesar da I parte das obras levadas a cabo pela Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento (SMD) terem terminado, o «poço» ainda persiste. «Isto foi a maior vergonha que fizeram no Caniço. O dr. Alberto João Jardim chama piscina natural, mas toda a gente sabe que isto é um poço e um foco de doenças. Quando a maré está cheia, temos poço; quando está baixa, todo ele se esvazia e vemos a areia preta...», comentam os veraneantes. Os canicenses e outros banhistas aguardam pela II fase das obras da SMD para pôr fim «ao poço». O DIÁRIO procurou também ouvir o presidente da SMD, mas não conseguiu entrar em contacto com Pedro Ferreira. In; Diário de Notícias 08-05-2005 |
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