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PONTA
da OLIVEIRA
Já dourada refulge
oblonga ponta
Quando o sol oiro no
areal estende
E o peixe pequeno se
amedronta
Do grande com aspectos
de duende...
Passam cardumes
tímidos, sem conta,
Por entre o limo que
da rocha pende
E lá, no Garajau, que
a vaga afronta,
A branca Imagem de
Jesus esplende!
Aqui surgem escamas
luminosas,
Peixe do vasto
Atlântico oriundo,
Em mil e uma volutas caprichosas;
Mar espumando
hinários, alto e fundo!
E além, abertas
quanto dadivosas,
Há duas mãos a
abençoar o mundo!...
J.
Morna Gomes, Colar de Pérolas
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